Maia diz que governo Bolsonaro é guiado por “gabinete do ódio”

Maia

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, voltou a criticar o governo do Presidente Jair Bolsonaro.

Em entrevista à TV Band, ele afirmou que o governo Bolsonaro é guiado pelo “gabinete do ódio” comandado por Olavo de Carvalho. Afirmou ainda que empresários brasileiros “patrocinam” robôs favoráveis ao grupo para espalhar notícias falsas nas redes sociais.

“Toda semana eles tentam criar uma nova narrativa para enfraquecer o Parlamento, para enfraquecer o ministro Mandetta. (…) Acho que a sociedade nesse momento começa a entender que há muitas informações falsas, muitas mentiras, mas, mais do que isso, muita irresponsabilidade, que tem sido, infelizmente, muitas vezes comandada pelo próprio presidente da República”, disse Maia.

O deputado avaliou que o governo está respondendo “com lentidão” ao combate à pandemia. Afirmou que Bolsonaro estimula posições divergentes das indicadas pelo Ministério da Saúde e causa conflitos dentro do próprio governo, destaca o site Poder 360.

Maia demonstrou insatisfação com a atuação do governo em relação à doença: “As coisas foram acontecendo de forma homeopáticas, diferente do que fez o governo americano, que apresentou um grande pacote ao parlamento. Assim fica mais fácil de dialogar, porque, quando você faz uma grande proposta, você vai com uma proposta onde você limita as suas possibilidades”, declarou Maia.

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Para Maia, Bolsonaro é orientado por seus assessores para não formalizar sua posição sobre a discordância em relação ao isolamento social. Segundo o presidente da Câmara, o chefe do Executivo só não toma a decisão porque “sua assessoria não deixa”.

“Se ele assinar alguma orientação formal, que vá contra a orientação do seu próprio ministro e da OMS, certamente ele responderá pessoalmente a essa decisão de liberar o isolamento sem ter 1 embasamento legal para isso”, afirmou.

Segundo Maia, o governo está gerando “ansiedade” na população brasileira ao causar atritos “desnecessários” entre Poderes e setores. O governo, diz o deputado, deveria atuar para salvar vidas e empregos ao invés de ficar conflitando com o Congresso e o Supremo.