Moro: “Repudia-se a divulgação distorcida e sensacionalista de supostas mensagens”

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A revista Veja soltou matérias em parceria com o The Intercept. Novamente, apesar do esforço coletivo de alguns membros da imprensa, nada de novo ou de importante chegou às linhas das matérias, e novamente, além de terem suas autenticidades questionadas, as mensagens acabam por não trazer nada que valha o estardalhaço causado – fato que se torna ainda mais visível quando se analisa a proporção inversa que o caso vem tomando, pois conforme ‘novos’ conteúdos saem, menos se fala deles, principalmente pelo pouco que representam.

Em nota, Sergio Moro desqualificou as mensagens. Segue um trecho:

“O ministro da Justiça e da Segurança Publica sempre foi e será um defensor da liberdade de imprensa. Entretanto, repudia-se com veemência a invasão criminosa dos aparelhos celulares de agentes públicos com o objetivo de invalidar condenações por corrupção ou para impedir a continuidade das investigações. Mais uma vez, não se reconhece a autenticidade das supostas mensagens atribuídas ao então juiz. Repudia-se ainda a divulgação distorcida e sensacionalista de supostas mensagens obtidas por meios criminosos e que podem ter sido adulteradas total ou parcialmente, sem que previamente tenha sido garantido direito de resposta dos envolvidos e sem checagem jornalística cuidadosa dos fatos documentados, o que, se tivesse sido feito, demonstraria a inconsistência e a falsidade da matéria. Aliás, a inconsistência das supostas mensagens com os fatos documentados indica a possibilidade de adulteração do conteúdo total ou parcial delas”.