Crítica internacional detona filme do guerrilheiro Marighella

Após todo o barulho e confusão que o filme que conta a história do terrorista comunista Carlos Marghella gerou, foi a vez da crítica especializada dar sua opinião.

A crítica alemã não pegou nada leve e apontou questões importantes.

Para o jornal Der Tagesspiegel, o filme tem a pretensão de mistificar a figura do terrorista. Diz o jornal: “O herói de [Wagner] Moura é uma figura trágica. Por mais convincente que ele pareça ser no seu sentimento de injustiça – e a junta militar que tomou o poder em 1964 lhe dá motivos suficientes para isso – nenhum caminho conduz da violência para a benevolência das massas. A não ser que se esteja morto e transformado em lenda. E é exatamente essa mitificação que o filme Marighella pretende”

Para outro jornal, o RBB, os diálogos e monólogos são sem vida e repetitivos. “”Não somos terroristas”, grita Marighella aos reféns de um assalto a banco. “Somos revolucionários!” Declarações como essa há um pouco demais no filme. O herói tende a monólogos impulsivos e discussões que, apesar da determinação com que são feitas, soam estranhamente sem vida”.

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O Taz afirma que o filme tenta ajeitar a história ao gosto da esquerda brasileira: “A estética “Marighella” de Wagner Moura é assim involuntariamente reveladora. Ela revela sobretudo um corte significativo na mentalidade do populismo de esquerda na América Latina e como este, hoje, ajeita a história a seu gosto”.

E continua: “Penetrante e grotesca é a representação da influência do governo americano nos acontecimentos na América Latina. Até hoje ela serve ao populismo de esquerda local como desculpa para o próprio fracasso”.

Informação do MBLNews.