Em depoimento, Valeixo afirma que Bolsonaro nunca solicitou informações sobre investigações

Valeixo

Em depoimento, o ex-diretor da PF foi perguntado sobre quase todos os casos explosivos que envolvem amigos, aliados e integrantes do clã presidencial, mas não apontou nenhuma interferência direta de Jair Bolsonaro na corporação, destaca a Revista VEJA!

Em determinado momento do interrogatório, o delegado foi provocado a explicar o que seria, na visão dele, a definição de interferência na Polícia Federal.

Valeixo disse que, em sua visão, “a partir do momento em que há uma indicação com interesse sobre uma investigação específica, estaria caracteriza uma interferência política, o que não ocorreu em nenhum momento sob o ponto de vista do depoente”.

“Em duas oportunidades, uma presencialmente, outra pelo telefone, o presidente da República teria dito ao depoente que gostaria de nomear ao cargo de diretor-geral alguém que tivesse maior afinidade, não apresentando nenhum tipo de problema contra a pessoa do depoente; que o depoente registra que o presidente nunca tratou diretamente com ele sobre troca de superintendentes nem nunca lhe pediu relatórios de inteligência ou informações sobre investigações ou inquéritos policiais”, registra Valeixo.

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O ex-diretor negou que Bolsonaro tenha pedido qualquer informação sobre investigações no Rio de Janeiro. “Não lhe foi solicitada nenhuma informação por parte da Presidência da República sobre investigações ou inquéritos em tramitação na superintendência do Rio”, registra o depoimento.

Em outro trecho de seu depoimento, o delegado perguntou a Valeixo: “A Presidência da República solicitou ao depoente algum dado sobre investigação policial em curso, seja pelo nome de relatório de inteligência ou informação policial?”. A resposta de Valeixo: “Não”.

Em algum momento a Presidência da República reclamou com Valeixo o não envio de relatórios de inteligência, questionou o interrogador. “Não”, disse Valeixo.