“É hora de união”, diz Guedes sobre Coronavírus

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“É um momento de serenidade. Nós precisamos de serenidade. Fomos ontem ao Congresso, a pedido do presidente da República, exatamente para termos uma conversa em torno da crise.”, disse Guedes em entrevista à imprensa na portaria do ministério.

O Super Ministro de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes contou que na noite de 4ª esteve reunido com membros do governo, congressistas e com os presidentes Davi Alcolumbre (Senado) e Rodrigo Maia (Câmara), destaca o site Poder 360.

Muitos dos deputados e senadores pediram ações concretas contra a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, que já atingiu 129 mil pessoas em todo mundo e deixou 4.711 mortos. No Brasil, o patógeno já começou a se espalhar e infectou 69 pessoas.

O ministro da Economia afirmou que pretende debater uma ideia do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) de usar R$ 5 bilhões das emendas do Orçamento do relator, alvo de disputa entre os Poderes, para combater o impacto da Covid-19. Outros R$ 5 bilhões ou mais seriam usados para criar um fundo de emergência.

“O impacto vem, mas o impacto passa. Na China, por exemplo, o impacto do ponto de vista de saúde pública começou a passar. E a economia mais para frente deve começar a se recuperar. O impacto de saúde pública começou a atingir o Brasil. É hora de união”, disse.

Sobre a queda da IBOVESPA, que já se desvalorizou R$ 1,04 trilhão e registrou 4 paralisações em 2020, o ministro disse é 1 movimento natural, e está acontecendo nas Bolsas do mundo todo, inclusive nos EUA.

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“Temos capacidade de enfrentar qualquer exacerbação indevida da crise. Toda essa ansiedade no mercado de câmbio e ações são naturais, no sentido de crise. É uma crise grave e todo mundo começa a se movimentar. Temos a serenidade de transformar a crise em reformas. Com as reformas, vêm o crescimento, a geração de emprego e renda.”

Além da Covid-19, os analistas do mercado financeiro reagiram mal a uma derrota que o governo sofreu no Congresso na tarde de 4ª feira. Os congressistas derrubaram um veto do presidente Jair Bolsonaro que impedia a ampliação do grupo de pessoas que têm direito a receber assistência pelo BPC (Benefício de Prestação Continuada). A medida cria 1 gasto extra ao governo de R$ 20,1 bilhões neste ano. Em 10 anos, chega a R$ 217,1 bilhões –cerca de 20% do ganho em 10 anos da reforma da Previdência.

Guedes falou que o governo irá ao Supremo Tribunal Federal e ao Tribunal de Contas da União contra a derrubada do veto. Argumenta que o Congresso criou uma despesa sem dizer de onde virá a receita, o que é inconstitucional.

“Agora que o avião começou a decolar, nós mesmos vamos derrubar?”, indagou Guedes.