Chico Buarque e Caetano se engajam na candidatura de Boulos a prefeito de São Paulo

Chico Caetano

Uma carta-manifesto com mais de 300 assinaturas de artistas e intelectuais como Chico Buarque, Caetano Veloso, Zélia Duncan, Laerte Coutinho, Boaventura Sousa Santos e outros afirmou apoiar a candidatura da chapa Guilherme Boulos e Luiza Erundina, do PSOL, para a prefeitura de São Paulo.

Intitulada “São Paulo precisa de Boulos e Erundina”, o manifesto fala sobre a antiga gestão de Erundina, entre 1989 e 1992, como um marco de “sociedade democrática” ao qual a nova chapa deveria se ancorar e, principalmente, inspirar-se.

“Esse marco histórico tinha como conteúdo a memória social sobre a política desenvolvida nas áreas da educação, saúde, transporte, habitação e cultura e sobre a participação dos cidadãos na definição dessas políticas por meio do orçamento participativo.”, diz o texto, que logo cita o momento histórico atual para defender a campanha de ambos.

Boulos, coordenado Movimento Sem Teto (MTST) e Erundina, deputada federal pelo PSOL, foram definidos pelo partido como candidatos nas prévias do dia 19 de julho. Após os resultados, ambos fizeram uma live comentando a vitória. “O modelo democrático, popular, socialista de cidade, é possível. E é isso que nós queremos construir”, disse Boulos durante a transmissão.

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O sem-teto afirmou que a grande temática das eleições 2020 é combater o bolsonarismo nas gestões municipais. “O grande tema é que, nas grandes cidades brasileiras, consiga impor derrotas ao projeto do Bolsonaro e avançar num projeto de esquerda, popular, também a partir dessas eleições. Para isso, seria desejável ter o máximo de unidade possível. Até aqui não foi possível”, comentou, referindo-se às candidaturas do campo progressista, que incluem Jilmar Tatto pelo PT, Orlando Silva pelo PCdoB e Márcio França pelo PSB.

Na carta, os assinantes falam até em “aliança perversa entre a extrema-direita e o neoliberalismo” que justificaria a existência do governo de Jair Bolsonaro, “ancorado em grupos milicianos e na declaração de que o Brasil não tem o que construir, mas muito a destruir – do meio ambiente à vida de cada um de nós.”