Sergio Moro, pela primeira vez fala sobre a tentativa de Golpe do Desembargador petista; assista:

Em sua participação em um fórum organizado pelo jornal Estadão, o juiz Sérgio Moro mais uma vez foi extremamente convincente e seguro em todas as indagações que lhe foram apresentadas.

Pela primeira vez, o magistrado falou sobre o episódio em que o desembargador petista Rogério Favreto mandou soltar duas vezes o ex-presidente Lula, no malfadado caso do “Golpe do Plantonista”.

Sobre o fato de naquela ocasião ter tomado uma decisão no período de férias, Moro respondeu com bom humor, fazendo alusão às críticas ao fato de juízes terem
dois períodos de férias por ano:

“Quando juiz trabalha nas férias, também criticam”, disse o magistrado.

Sérgio Moro abordou ainda inúmeros outros assuntos, transmitindo enorme sinceridade easseverando que ‘sempre agiu com transparência’.

Veja a entrevista completa:

Fonte: Jornal da Cidade Online

 

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3 Comentários em Sergio Moro, pela primeira vez fala sobre a tentativa de Golpe do Desembargador petista; assista:

  1. LULA ESTÁ BRINCANDO COM FOGO – O BRASIL VISTO DE FORA.

    Por: Thomas Milz – Correspondente no Rio de Janeiro. Tem mestrado em Ciências Políticas e História da América Latina e, há 15 anos, trabalha como jornalista e fotógrafo para veículos como o Bayerischer Rundfunk, a agência de notícias KNA e o jornal Neue Zürcher Zeitung

    Guerra de decisões em torno da tentativa fracassada de libertar o ex-presidente comprometeu ainda mais A JÁ ABALADA IMAGEM DA JUSTIÇA BRASILEIRA, e não ajudou a concretizar uma nova candidatura do petista.
    Os três deputados que, numa noite de sexta-feira no começo de julho, solicitaram habeas corpus para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva junto ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), sabiam perfeitamente que o juiz de plantão no fim de semana tem simpatias pelo petista e vê com olhos críticos o processo de corrupção que o colocou na cadeia.
    Os parlamentares naturalmente tinham também consciência de que a iniciativa desencadearia, no máximo, um efeito midiático. Pois há muito o TRF-4 NÃO ERA MAIS RESPONSÁVEL PELO CASO, que já se encontra na instância mais alta do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e este já negara habeas corpus a Lula.
    Talvez a esperança fosse que – na confusão geral de uma manhã de domingo, e em pleno recesso judiciário – Lula ficasse em liberdade por algumas horas. Tempo suficiente para produzir comoventes imagens para a campanha presidencial que se aproxima. Pois Lula ainda é o candidato oficial do PT nas eleições a se realizarem daqui a algumas semanas.
    Talvez se esperasse até poder colocá-lo rapidamente num avião para São Bernardo do Campo, onde ele já se entrincheirara por dois dias, antes de sua prisão, no início de abril. Talvez restassem imagens semelhantes às feitas na época, quando o habeas corpus dominical fosse anulado, o mais tardar na segunda-feira seguinte. SERÁ QUE DESTA VEZ A POLÍCIA EMPREGARIA VIOLÊNCIA PARA CAPTURAR O EX-CHEFE DE ESTADO? O saldo poderia ser imagens épicas.
    Portanto, naquela manhã de domingo em julho, não havia a menor chance realista de que Lula fosse libertado em caráter duradouro. Em vez disso, especulava-se sobre o efeito na mídia e que, por todo o Brasil, massas humanas fossem espontaneamente às ruas em favor do político – como ele já contara que fosse ocorrer em abril.
    A ousada operação visava, antes de tudo, acordar a própria base. Após meses cheios de derrotas jurídicas, um sentimento de vitória seria bem-vindo. No entanto, também desta vez, os brasileiros ficaram mudos em casa.
    Mas pelo menos uma vitória parcial a ala petista alcançou com a ação: A JUSTIÇA BRASILEIRA POSOU DE INCOMPETENTE – mais uma vez. Durante horas reinou confusão quanto a quem cabia deliberar sobre a libertação de Lula. O JUIZ FEDERAL SÉRGIO MORO, QUE O CONDENARA EM PRIMEIRA INSTÂNCIA, E QUE, DAS FÉRIAS, INTERFERIU POR TELEFONE? Ou seria mesmo o juiz de segunda instância de plantão naquele domingo? Ou seu colega do TRF-4, o relator do processo? Ou, como acabou acontecendo, o presidente do TRF-4?
    O FATO DE MORO TER INTERFERIDO PESSOALMENTE, além disso, reforça a CONVICÇÃO DE QUEM O ACUSA DE RESSENTIMENTO PESSOAL CONTRA LULA. Não foi a primeira vez que o juiz atuou nos limites de sua competência: a divulgação, no começo de 2016, de uma gravação telefônica entre Lula e a então presidente, Dilma Rousseff, já rendera severas críticas a Moro.
    Desde que eclodiram as primeiras imputações contra Lula, no contexto dos inquéritos por corrupção, ele sempre respondeu com uma defesa política. As acusações não passavam de um complô contra ele, afirmava.
    Também nos processos na primeira e segunda instância, os defensores de Lula mantiveram essa estratégia. Em vez DE ATACAR CONCRETAMENTE A DÉBIL LINHA DE PROVAS – que tentava associar o apartamento no Guarujá com supostos subornos para o PT –, insistiu-se na linha de defesa política.
    A “tese do golpe” visava sobretudo mobilizar as bases petistas, mas,do ponto de vista jurídico, ela, até agora, mais prejudicou Lula. E tampouco com ações ousadas, como a do princípio de julho, ele conquistará a permissão de concorrer em outubro.
    Em vez disso, O POLÍTICO PRESO MINA A CREDIBILIDADE DO PODER JUDICIÁRIO. Uma empreitada arriscada. No entanto, a Justiça que ele ludibriou, colocou de costas contra a parede, reagirá com desprezo e rigor. Ela saberá como impedir sua candidatura em outubro.
    A intenção de Lula é manter alto o valor de seu capital político, pelo máximo tempo possível, a fim de, o mais tardar em setembro, apresentar seu candidato substituto. Talvez ele seja Ciro Gomes, o qual já declarou que, caso seja eleito presidente, pretende indultar Lula. Segundo Ciro, essa seria a única chance de Lula ser libertado. Pode ser que ele tenha razão.

  2. CARO EMBAIXADOR SERGIO SILVA DO AMARAL:

    NÓS SOMAMOS NOSSAS VOZES aos recentes pedidos dos ex-presidentes do Chile e da França, Michelle Bachelet e François Hollande, bem como do ex-primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, em oposição à intensificação do ataque à democracia e aos direitos humanos no Brasil.
    Nos últimos meses, Marielle Franco, vereadora e defensora de direitos humanos amplamente admirada, foi morta em um assassinato executado profissionalmente, enquanto o principal candidato presidencial para as eleições de outubro no Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, foi preso por ACUSAÇÕES NÃO COMPROVADAS. Nós respeitosamente pedimos que você trabalhe para facilitar uma investigação independente sobre o assassinato da Sra. Franco; apoiar os direitos dos trabalhadores brasileiros; e trabalhe para assegurar que o Presidente Lula tenha seu direito constitucional ao DEVIDO PROCESSO LEGAL GARANTIDO.
    Em março, nós ficamos horrorizados em saber sobre a execução da vereadora da cidade do Rio de Janeiro, Marielle Franco, uma corajosa defensora dos direitos das mulheres afro-brasileiras e membros da comunidade LGBTQ, e uma destemida ativista contra os assassinatos de jovens pela polícia nas favelas do Rio. Evidência críveis sugerem que membros das forças de segurança do Estados poderiam estar implicados no assassinato.
    Em abril, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi preso após um PROCESSO JUDICIAL ALTAMENTE QUESTIONÁVEL E POLITIZADO, no qual seus direitos processuais foram aparentemente violados. Os fatos do caso do Presidente Lula nos dão razão para acreditar que o principal objetivo de sua prisão é impedi-lo de concorrer nas próximas eleições.
    O Brasil é atualmente o lugar mais perigoso do mundo para os defensores dos direitos à terra e recursos naturais, segundo a Global Witness. O respeitado grupo de direitos humanos Comissão Pastoral da Terra documentou mais de 70 assassinatos de defensores dos direitos da terra em 2017, incluindo muitos líderes de comunidades indígenas e membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. A grande maioria desses assassinatos ficou impune.
    Além disso, desde que assumiu o poder por meio de um controverso processo de impeachment, o governo de extrema-direita do presidente Temer instituiu um congelamento de gastos que desencadeou importantes cortes em programas vitais de saúde e educação, e promoveu um total ataque aos direitos dos trabalhadores. Em fevereiro de 2018, o comitê de especialistas da Organização Internacional do Trabalho descreveu as mudanças de 2017 do governo Temer no direito dos trabalhadores de barganhar coletivamente como “não baseadas em negociações, mas na abdicação de direitos”. Nós encorajamos seu governo a usar sua autoridade para evitar mais ataques aos trabalhadores.
    Nós também exortamos as autoridades judiciais e políticas brasileiras para que garantam eleições justas e proteções aos direitos humanos: os tribunais brasileiros DEVEM AVALIAR PRONTAMENTE OS MÉRITOS DAS ACUSAÇÕES CONTRA O PRESIDENTE LULA, EM QUE NENHUMA EVIDÊNCIA MATERIAL FOI APRESENTADA COMO PROVA DAS ACUSAÇÕES DE CORRUPÇÃO DO EX-PRESIDENTE. Como exortaram ex-líderes do governo europeu, o presidente Lula deve ter sua liberdade concedida enquanto as apelações à sua condenação estão pendentes, de acordo com as garantias constitucionais do Brasil. A luta contra a corrupção não deve ser usada para justificar a perseguição de opositores políticos ou negar-lhes o direito de participar livremente nas eleições.
    Também esperamos ver justiça no caso de Marielle Franco, com os autores de seu assassinato capturados e processados, e medidas sendo tomadas para proteger outros ativistas corajosos que colocam suas vidas em risco denunciando a violência e a injustiça do Estado. Nós nos juntamos aos apelos por uma investigação internacional independente sobre seu assassinato.
    Atenciosamente,
    Mark Pocan (D-WI), Raúl M. Grijalva (D-AZ), Bernard Sanders (I-VT), Ro Khanna (D-CA), Jan Schakowsky (D-IL), Keith Ellison (D-MN), Pramila Jayapal (D-WA), Barbara Lee (D-CA), Adriano Espaillat (D-NY), Eleanor Holmes Norton (D-DC), José Serrano (D-NY), Rosa DeLauro (D-CT), James McGovern (D-MA), Maxine Waters (D-CA), Jamie Raskin (D-MD), Frank Pallone (D-NJ), Zoe Lofgren (D-CA), Alan Lowenthal (D-CA), Alma Adams (D-NC), Yvette Clarke (D-NY), Bobby Rush (D-IL), Linda Sánchez (D-CA), Peter Welch (D-VT), Robert Brady (D-PA), Henry C. “Hank” Johnson, Jr. (D-GA), Karen Bass (D-CA), David Price (D-NC), Luis Gutiérrez (D-IL), Derek Kilmer(D-WA).

    • Gostaria que este cidadaõ pedisse com muita ênfase em que o Brasil (a maioria está do lado da justiça),venha a ser feita realmente com os milhares de jovens negros pobres e que são mortos diariamente em nosso Brasil!Queremos não apenas Marielle como de tds os jovens mortos,os cidadões de bem..quanto ao Lula,deveria estar em cela de segurança máxima pq não passa de um bandido da mais alta periculosidade..

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