Bia Kicis demonstra indignação após ação de Moraes e Barroso na Câmara para barrar voto impresso: “Parlamento de joelhos, não é republicano, não é democrático”

A deputada federal Bia Kicis, durante transmissão ao vivo realizada pelas suas redes sociais, seguiu fazendo sua defesa a implementação do voto impresso auditável. Para ela, alguns ministros da Suprema Corte estão fazendo campanha contra a medida.

“Alguns ministros do STF entraram jogando pesado junto aos presidentes de partido para que se derrote a PEC 135. Os presidentes de partido determinaram aos líderes que trocassem os deputados na Comissão”, disse ela.

A presidente da CCJ disse que a ação possuía grandes chances de aprovação, todavia, com a ação dos ministros da Suprema Corte o cenário pode mudar.

“Agora, o jogo ficou muito mais difícil, porque os parlamentares que são favoráveis à PEC foram retirados da comissão. E a gente tem que aprovar na comissão primeiro, antes de levar ao plenário. E eles querem matar logo na comissão”.

Bia afirmou: “Não está fácil, porque o que os ministros do Supremo fizeram é uma coisa que não é republicana”. Bia Kicis ressaltou que ela e seu grupo jogam de acordo com a lei, e trabalharam para construir um consenso e fazer um projeto que respeite a vontade popular. A deputada comparou a ação dos ministros do Supremo à de um juiz que parasse o jogo, pegasse a bola, colocasse no campo do adversário, desse um pênalti e mandasse tirar o goleiro.

E prosseguiu:

“O que esses ministros do Supremo fizeram é um absurdo. Isso não é republicano, não é democrático. E o parlamento ceder a essa pressão abre um precedente perigosíssimo. Eu falei para os deputados que fazem parte da comissão que o parlamento tem que ter brios, não pode ficar ajoelhado perante o Supremo. Mas tem gente que não está pensando em brios, tem gente que está pensando na própria pele”.

 

O artigo Bia Kicis demonstra indignação após ação de Moraes e Barroso na Câmara para barrar voto impresso: “Parlamento de joelhos, não é republicano, não é democrático” foi publicado originalmente em Folha da República.

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