Senadores Marcos Rogério e Jorginho Mello detonam Renan e Randolfe na CPI: ‘Covardes! Covardes!’

Durante o último encontro da CPI da Pandemia, os senadores Eduardo Girão e Jorginho Mello externaram indignação após o relator da comissão, Renan Calheiros, abandonar a sessão no momento do depoimento das testemunhas.

Marcos Rogério, sempre combativo, afirmou:

“Que o presidente designe alguém como relator substituto e faça as perguntas. A CPI não poderia funcionar sem relator”.

Após o presidente da comissão, Omar Azziz, afirmar que não poderia obrigar Renan Calheiros a fazer perguntas, Marcos Rogério disse:

“Hoje, está claro que o relator já está com o relatório pronto embaixo do braço (…). Tenho vergonha do que está acontecendo aqui. Dois médicos, profissionais, deixam suas atividades para contribuir aqui. Fiz questão de vir aqui ouvi-los porque tenho interesse pela vida. Tenho vergonha da covardia do relator, Renan Calheiros, e dos membros da oposição. Dizem que já sabem tudo e não querem ouvir o outro lado. É um papelão! Covardes! Covardes! Se acham os donos da verdade, os pais da Ciência. Ninguém é obrigado a concordar com lado ‘A’ ou ‘B’, mas ouvir os dois lados é um ato de grandeza”.

O senador Girão, crítico da CPI, afirmou:

“Parece que realmente não interessa a busca pela verdade. Apenas uma parte da verdade. Hoje, está claro. Está explícito e evidente para o Brasil inteiro”.

O senador Jorginho Mello detonou: “Senhores senadores, é lamentável o que aconteceu. O senador Renan Calheiros não poderia ter virado as costas para os dois médicos. Fica feio. Isso realmente foi muito ruim”.

VERGONHA! Dois médicos deixam as suas atividades para vir à CPI prestar esclarecimentos, e são surpreendidos com uma sala esvaziada com o abandono do relator e integrantes da oposição. Essa CPI não está interessada na verdade, somente na confirmação de narrativas! pic.twitter.com/kMSUTQCBxv

— MARCOS ROGÉRIO (@MarcosRogerio) June 18, 2021

 

O artigo Senadores Marcos Rogério e Jorginho Mello detonam Renan e Randolfe na CPI: ‘Covardes! Covardes!’ foi publicado originalmente em Folha da República.