Bolsonaro dá dura em Barroso: “Se Congresso aprovar, teremos voto impresso e ponto final”

Nesta quinta-feira (10), em sua tradicional live pelas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro voltou a falar sobre o voto impresso no Brasil. Ele disparou críticas ao ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), e disse que se o Congresso aprovar a medida, ela será cumprida e ponto final, o STF não tem que validar nada.

“Falam tanto que a democracia não tem preço (…) e na hora de fazer o voto auditável, projeto da deputada Bia Kicis, aqui de Brasília, a fica a imprensa batendo. Tenho visto o ministro Barroso criticando, que vamos ter problemas. Problemas de quê?”, questionou.

Bolsonaro então comentou uma declaração de Barroso de que o voto impresso não seria adotado caso a questão seja judicializada.

“O Barroso queria o voto por telefone. Já imaginou? O ministro Barroso sabe o que é voto por telefone, se vai votar da sua casa? Pode o seu marido influenciar o voto, você mandar o seu marido votar (…) Ministro Barroso, o dono da verdade. E ouvi uma coisa importante que ele fala hoje: ‘Se o Congresso aprovar, o que seria uma promulgação de uma PEC, e não for judicializado, nós vamos cumprir’. Que negócio é esse, se não for judicializado?”, perguntou.

“Quer dizer que se alguém entrar como uma ação no Supremo, você vai despachar lá que não vale a PEC aí dos deputados e senadores? (…) Se o Congresso aprovar o voto impresso, vamos ter eleições com voto impresso e ponto final. Vamos ter eleições com voto impresso. Cada um de nós deve respeitar a Constituição, respeitar o Parlamento brasileiro, as decisões de vocês, do Judiciário. Não é se meter em tudo. “Se não for judicializado, vamos cumprir”. Vai cumprir sim. Se o Congresso promulgar a PEC do voto auditável impresso, teremos eleições com voto impresso em 2022. Não tem que dar palpite”, garantiu.

O artigo Bolsonaro dá dura em Barroso: “Se Congresso aprovar, teremos voto impresso e ponto final” foi publicado originalmente em Folha da República.