Deputado aciona Pedro Bial na Justiça por difamação e calúnia

Jordy Bial

O deputado Carlos Jordy (PSL-RJ), afirmou, na tarde desta segunda-feira (21/12), que acabara de entrar com uma representação na PGR contra o jornalista Pedro Bial. Para o parlamenta, o apresentador difamou e caluniou o presidente da República Jair Bolsonaro, durante uma fala feita, no dia 17 de dezembro, na abertura do programa “Conversa com Bial”, incorrendo no crime de Segurança Nacional.

Nas redes sociais, o deputado afirmou:

O post faz referência ao vídeo em que Bial comenta a reabertura ou não de escolas diante da pandemia de Covid-19 no Brasil. No programa, o jornalista, sem citar o nome do presidente, diz: “Na pandemia desse 2020 nefasto, o Brasil se destacou. Difícil encontrar desgoverno que se compare no mundo. Desde o início nosso desgovernante tentou negar a gravidade da crise, seguiu inventando remédios falsamente milagrosos, deu os piores exemplos, sem máscara e sem noção, causou aglomeração e sabotou ministros da Saúde e da Educação”.

E prosseguiu: “O inominado contribuiu de forma decisiva para que mais gente morresse. Agora se supera, delirante, ao desprezar a única solução: a vacina. Mas acredite, isso ainda não é o é o pior. Como disse o próprio acéfalo, que hoje ocupa o Palácio do Planalto ‘morrer todo mundo vai morrer mesmo’. Pior é para quem tem a vida pela frente; a geração das crianças do corona ficará marcada para sempre”.

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Bial concluiu: “Aqui no Brasil, em nome da economia, forçou-se a abertura de tudo, de salões a lotéricas, viva o shopping!, comprar é vida. O imperativo de reabrir as escolas, último da fila, sequer mencionado. Então…agora, quem sabe que consequências um ano sem aulas terá sobre a saúde física e mental de crianças e adolescentes? Pior, alguém quer saber? Parte das escolas particulares já voltou às aulas com protocolos de distanciamento e higiene, já a rede pública… bem, a rede pública quase 40 milhões de estudantes seguem entre a precariedade total e a total interrupção do aprendizado e da proteção social que as escolas representam. É um quadro pavoroso, inadmissível”.