Professora que fez discurso de ódio é afastada do trabalho e proibida de ter contato com alunos

Professora de esquerda

A professora que desejou a morte de pessoas de direita, incluindo crianças e idosos, por Covid-19 foi afastada de suas funções. Por determinação da Procuradoria Municipal de Caxias do Sul (RS), Monique Emer foi afastada de suas funções no colégio em que dava aula.

Com a punição, ela também não poderá manter contato com nenhum colega de trabalho, alunos ou pais de estudantes da Escola Municipal Guerino Zugno.

“A Equipe Diretiva e a Coordenação Pedagógica da EMEF Guerino Zugno informam que por determinação da Procuradoria Geral do Município a professora Monique Varela Emer está afastada de suas funções como docente da rede municipal de Caxias do Sul e consequentemente de suas atividades em nossa escola. A professora não deve manter contato com nenhum colega, seja professor ou funcionário, ou com pais e alunos da comunidade escolar da Escola Guerino Zugno”, informou a instituição de ensino.

ENTENDENO O CASO

Professora na Escola Municipal Guerino Zugno, em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, Monique Emer se tornou alvo de críticas nas redes sociais após afirmar, entre outras coisas, que quanto mais pessoas “de direita” morrerem de Covid-19 “é melhor”. Monique, que leciona para o ensino fundamental, é investigada desde 2018 por violência contra colegas professores e denúncias de bullying contra alunos.

As falas teriam sido motivadas pela revolta da professora após a derrota do candidato à prefeitura do município apoiado por ela, Pepe Vargas, do PT. Em publicações nas redes sociais, Monique fala em “canalizar a revolta incendiária de estudantes” e sobre professores poderem “potencializar isso”.

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“É por isso que eu estou criando meus filhos [de forma] diferente. Se depender dessa nova geração, todos os alunos que passam pela minha mão vão ser muito mais faca na bota. Não vão mais cair nesse discurso de oportunista, mas não vão mesmo. Vão ser muito mais faca na bota. Vão saber que tem coisa que só se resolve como na Argentina, na França, botando fogo em ônibus, quebrando mercado, quebrando banco, saqueando mercado, saqueando lojas. Pois é desse jeito que se resolvem as coisas. Na paz e na democracia não se resolve nada”, disse Monique em áudio publicado nas redes sociais.

“Da direita, quanto mais morrerem de Covid-19, de tudo, Aids, câncer fulminante, pra mim, melhor é. Já que a gente não pode fuzilar, então que vão na praça fazer bandeiraço (sic) e, se Deus quiser, morram tudo de Covid. Adultos, mulheres, idosos e crianças, não vale um, não se salva um”, disse Monique.