Bolsonaro lidera ranking de popularidade digital, diz pesquisa

Bolsonaro rindo

Uma reportagem da última edição de VEJA mostra que os nomes que podem representar o centro na próxima corrida presidencial também estão muito atrás de Jair Bolsonaro nas redes sociais, exatamente como ocorre nas pesquisas de intenção de voto. É o que revela um ranking de popularidade digital elaborado pela Quaest Consultoria & Pesquisa, que considera 13 políticos de expressão nacional. O apresentador Luciano Huck é o mais bem posicionado. Ele está em segundo lugar, com 41,2 pontos. Candidato à reeleição, Bolsonaro lidera, com 79,1 pontos. Em terceiro aparece o ex-presidente Lula, com 35,6 pontos. Os demais presidenciáveis de centro figuram do meio para a parte de baixo da tabela. O eterno presidenciável Ciro Gomes (23,9 pontos) é o sexto. O ex-juiz Sergio Moro, o sétimo (22,8 pontos). E o governador de São Paulo, João Doria, apenas o 11ª (16,8 pontos).

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Para elaborar o que chama de Índice de Popularidade Digital (IPD), a Quaest monitora Instagram, Twitter, Facebook e Youtube, dados de buscadores (como Google Search) e acessos ao Wikipedia. Coleta ainda uma série de indicadores, como número de seguidores, capacidade de provocar engajamento e proporção de reações positivas às mensagens postadas. Com essas informações à mão, confere uma nota de 0 a 100 aos políticos ranqueados.

Em julho, uma reportagem de VEJA mostrou como Bolsonaro, que até então falava praticamente sozinho nas redes sociais, passou a enfrentar o contraditório nessa seara. A oposição ao presidente era e ainda é feita principalmente por influenciadores digitais. Os políticos tradicionais ocupavam e ainda ocupavam papeis de mero coadjuvantes no debate. “Embora o volume de contestação em suas páginas tenha aumentado, o presidente continua sendo quem melhor impacta as redes sociais com conteúdos que engajam e mobilizam seu fã clube digital”, diz o cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest.

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Sobre a dificuldade dos nomes de centro para ganhar terreno, ele pontua: “O centro é monótono. E não há espaço para a monotonia na comunicação digital. O centro precisa ser ‘radicalmente de centro’ se quiser aparecer. Tem que defender bandeiras, posições e valores de forma enfática. Não tem que ter medo de se posicionar, de discordar e de mostrar as contradições presentes nos polos”. A disputa eleitoral exige muito mais confronto e riscos do que comandar um programa de TV exibido tardes de sábado.