General Mourão exalta Coronel Ustra: “Homem de honra que respeitava os direitos humanos”

Ustra Mourão

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, primeiro militar condenado por sequestro e tortura durante a ditadura militar, foi um “homem de honra” e “que respeitava os direitos humanos de seus subordinados”. A declaração, feita em entrevista à rede de televisão alemã Deutsche Welle, faz eco aos diversos elogios que o presidente Jair Bolsonaro já fez ao militar.

“O que eu posso dizer sobre o homem Carlos Alberto Brilhante Ustra é que ele foi meu oficial comandante durante o final dos anos 70 e ele foi um homem de honra que respeitava os direitos humanos de seus subordinados. Então, muitas das coisas que as pessoas falam dele – posso dizer porque tive amizade muito próxima com ele – não são verdade”, afirmou Mourão na entrevista.

Brilhante Ustra esteve à frente do DOI-Codi, durante o regime militar.

O presidente Bolsonaro já chegou a chamar o coronel de “herói nacional” e dizer que ele foi o responsável por evitar que “o Brasil caísse naquilo que a esquerda hoje em dia quer”. Esta declaração foi feita após um dos dois encontros realizados no Palácio do Planalto entre o presidente e a viúva do coronel, Maria Joseíta Silva Brilhante Ustra, no ano passado. “Eu sou apaixonado por ela. Não tive muito contato, mas tive alguns contatos com o marido dela enquanto estava vivo. Um herói nacional que evitou que o Brasil caísse naquilo que a esquerda hoje em dia quer”, disse o presidente na ocasião, em agosto.

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O segundo encontro ocorreu em novembro, uma semana depois de o deputado federal e filho do presidente, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), defender medidas drásticas, como um novo AI-5, caso o País enfrentasse manifestações de rua como as que ocorriam no Chile.

Durante a votação pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), também exaltou a memória do militar. “Pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff”, afirmou em seu voto. Dilma é considerada uma das vítimas da ditadura. Em um levantamento feito pelo Estadão, Bolsonaro fez menção ao período da ditadura militar em 1/4 de seus discursos como deputado.

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