PGR pede ao STF abertura de inquérito contra Joice Hasselmann por suposta associação criminosa

Joice Hasslemann

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) a abertura de inquérito contra a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), candidata à prefeitura de São Paulo. A suspeita é de que servidores do gabinete da congressista criavam perfis falsos para atacar adversários nas redes sociais, destaca o site Poder 360.

O pedido foi motivado por notícia-crime apresentada pela deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP).

O relator do caso é o ministro Luís Roberto Barroso. O pedido chegou às suas mãos em 27 de agosto, mas ainda não houve resposta. O processo está sob sigilo.

Aras afirma, na peça, que uma reportagem publicada pela CNN Brasil veiculou “suposto áudio de uma assessoria da representada, em que haveria explicação sobre o funcionamento de 1 esquema de uso de CPFs falsos para a criação de perfis nas redes sociais” e aponta indícios de Associação criminosa, constrangimento ilegal, difamação e falsidade ideológica.
O PGR cita o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), os deputados Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Bia Kicis (PSL-SP) e a própria Zambelli como alvos dos supostos ataques.

“Os fatos noticiados são relativos ao exercido de cargo público, dado que, em tese, foram praticados pela deputada federal Joice Hasselmann e por servidores de seu Gabinete, sob seu comando, num contexto de disputa com adversários políticos. De outro lado, os fatos potencialmente criminosos foram cometidos no curso do mandato da representada”, diz a peça assinada por Aras.

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Em nota, Joice Hasselmann afirma que, para ela, a medida mostra que “Augusto Aras, está dando 1 lance no leilão para a vaga que se abrirá no Supremo”.

Eis a íntegra da nota:

“O Procurador Geral da República, Augusto Aras, está dando um lance no leilão para a vaga que se abrirá no Supremo. Fica claro e evidente que o Procurador está sendo boneco de ventríloquo dos meus desafetos políticos lotados no Palácio do Planalto, em função da minha candidatura à Prefeitura de São Paulo. Beira a criminalidade o uso da mais alta instância do Ministério Público como instrumento político de perseguição com escancarada subserviência ao Poder Executivo. Isso sim é falsidade ideológica. O Ministério Público não merece tal representante e a lei do abuso de autoridade será invocada.”