Brasil irá propôr investigação sobre atuação da OMS e prevê uma reformulação da entidade

Ernesto OMS

O Brasil quer uma investigação sobre a atuação da (Organização Mundial de Saúde) OMS durante a pandemia do novo coronavírus e quer uma reforma no órgão. Segundo o chanceler Ernesto Araújo, tais medidas devem ser propostas durante a crise da covid-19.

“O Brasil vê com muita preocupação a atuação da OMS, a questão da influência política e de perguntas como a origem do vírus, o compartilhamento de amostras, uso da hidroxicloroquina. Em todos esses aspectos a OMS foi e voltou atrás inúmeras vezes e isso é prejudicial”, disse o chanceler durante a reunião do Conselho Ministerial, em Brasília.

A principal acusação que tem sido feita à OMS é um suposto acobertamento de informações no início da pandemia na China.

Araújo afirmou que “o Brasil está em conversa com Austrália e países da União Europeia para propor uma reforma da OMS”. No entanto, ele não deu mais detalhes sobre qual seria a proposta brasileira para investigar a atuação da OMS, que vem sendo contestada especialmente pelos EUA, que inclusive já anunciaram o desligamento da entidade.

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O presidente Jair Bolsonaro já ameaçou deixar a OMS por divergências sobre como o órgão vem conduzindo a crise da covid-19. Na última sexta-feira, ele alertou que se a OMS não mudasse seu comportamento considerado como “ideológico” pelo Palácio, ele poderia seguir o mesmo caminho de Donald Trump e romper com a organização.