Bolsonaro sai do sério, rebate matéria da Folha e manda repórter ‘calar a boca’

Bolsonaro

O presidente da República, Jair Bolsonaro, mandou repórteres calarem a boca e disse que não interferiu na mudança da superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro. O novo diretor-geral da corporação, Rolando Alexandre de Souza, foi nomeado na última 2ª feira e promoveu o superintendente da PF no Rio de Janeiro para diretor executivo da PF no país.

Bolsonaro citou que caso tivesse como interferir na PF, e fizesse isso seria o mesmo que caso tivesse um desafeto no Exército no comando militar do Sul, nomeasse para ser comandante do Exército. Não faria sentido, segundo o presidente.

Ao deixar o cargo, o ex-ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) afirmou que Bolsonaro queria influenciar em investigações. De acordo com ele, o presidente queria trocar o então diretor-geral Maurício Valeixo para ter alguém de seu “contato pessoal”.

Primeiro, Bolsonaro tentou nomear Alexandre Ramagem, que integrou sua escolta e é amigo de seus filhos. Ramagem é também o diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). A nomeação foi barrada por decisão liminar do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O presidente, então, nomeou Rolando de Souza, número 2 da ABIN.

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“A imprensa, ouça o povo!”, disse Bolsonaro.

“Para de fazer politicalha contra o Brasil. Eu vou falar sobre essa patifaria da Folha de S.Paulo daqui a pouco aqui. Só isso e mais nada”, prosseguiu o chefe do executivo.

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