O esquema entre a mídia e o MP-RJ para desgastar a imagem de Bolsonaro

É fato que o caso envolvendo Flávio Bolsonaro e o ex-motorista Fabrício Queiroz não saí da mídia, e a cada dia o assunto marca presença trazendo muito achismo e pouca comprovação.

É preciso destacar que o caso possui aura enevoada e repleta de possibilidades, e que algumas delas sugerem a existência esquemas ilícitos, mas novamente, até o presente momento nenhuma prova foi apresentada.

O fato é que, conforme boa parte das personalidades envolvidas com as questões políticas do país já começaram a perceber que o ‘barulho’ gerado pela mídia e pelos opositores é muito maior do que o caso possa ser na sua pior hipótese. E que existe sim, uma perseguição ideológica enraizada na situação.

É preciso lembrar que parte do judiciário, sendo juízes do STJ, TJ-RJ e principalmente do MP-RJ, está comprometida, conforme a delação de Sergio Cabral promete expor, ou seja, antes de julgar, é preciso entender quem e que está julgando. Será que não existem outros motivos políticos ou partidários para avançar com tanta agressividade contra um caso contendo nada além de suspeitas?

Mas as bizarrices não param por aí. É claro que a exposição de Flávio Bolsonaro, sendo filho do Presidente da República, é muito maior do que de outros parlamentares, mas o mesmo relatório da COAF indicou movimentações atípicas de membros do Partidos dos Trabalhadores no valor de R$ 50 milhões, que é basicamente 50 vezes maior do que a movimentação realizada pelo assessor de Flávio.

Este fato já foi, inclusive, questionado pelo vice-presidente, o General Hamilton Mourão, e pela advogada, jurista e deputada estadual pelo Estado de São Paulo, Janaína Paschoal.

Disse Mourão: “São várias pessoas investigadas nessa operação, na Furna da Onça. As quantias que estavam ligadas ao Flávio eram as menores. As maiores, se não me engano, eram ligadas a um deputado do Partido dos Trabalhadores. E ninguém está falando nisso. Eu acho que está havendo algum sensacionalismo e direcionamento nesse troço. Por causa do sobrenome. Não pela imprensa, que revela o que chega às mãos dela. O Ministério Público tem de ter mais foco nessa investigação”.

Já Janaína, questionou o silencio da imprensa quando André Ceciliano do PT decidiu disputar a presidência da ALERJ: “O povo carioca e o povo brasileiro têm direito a saber detalhes das movimentações da assessora do Dep. Est. André Cecíliano, favorito na disputa à Presidência da Alerj. Gostaria de saber o que os petistas e os sites petistas têm a dizer sobre os mais de 40 milhões da assessora.”

Qualquer pessoa com bom senso, sabendo dessas informações, é capaz de perceber que existe uma postura um tanto quanto exagerada em relação ao tratamento que a imprensa tem dado a Flávio, taxando-o como culpado quando as investigações ainda não trouxeram nenhuma conclusão.

O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir, também levantou um ponto interessante. Disse ele: “O Flávio não é investigado ainda. O Ministério Público está fazendo terrorismo. Me estranha o Ministério Público trazer provas a conta-gotas. Essa atitude do Ministério Público é covarde. O MP tem que mostrar tudo, mas não pode ficar brincando com a honra das pessoas, não pode desrespeitar os direitos constitucionais das pessoas. Se existe alguma coisa contra o Flávio, que se mostrem os fatos, não pode ficar com essa palhaçada de ações a conta-gotas. O MP chama a imprensa a todo momento e tenta criar um fato”.

A conclusão do deputado é bastante eficaz, e sugere que o caso está sendo arrastado com o objetivo de aumentar a exposição.

Outro ponto bastante curioso é o fato da investida equivocada do Ministério Público do Rio de Janeiro ao tentar quebrar os sigilos de Flávio Bolsonaro, medida que foi negada pelo próprio órgão depois, mas que precisou da intervenção do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribuinal Federal, do contrário provavelmente teria ocorrido, mesmo sem a existência de um mandado judicial que permitisse tal ação.

Por último, é preciso destacar como no mínimo suspeito, o súbito interesse de Marco Aurélio de Mello, juiz da decisão que pretendia libertar 200 mil presos apenas para beneficiar Lula e outros condenados na Operação Lava Jato. Se, conforme o entendimento do ministro, os condenados em Segunda Instância mereciam ser soltos, por ainda terem recursos, qual a razão de Flávio Bolsonaro ser tomado como culpado quando nem sequer foi finalizada a investigação?