Bolsonaro nomeia primeira mulher indígena da história para o cargo de Secretária Nacional

Bolsonaro se comprometeu em nomear ministros e secretários pela qualificação e não por favores políticos. Foi o caso de Sandra Terena.

A jornalista Sandra Terena, foi anunciada na tarde desta quarta-feira (2) como Secretária Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SNPIR), do ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, capitaneado pela ministra Damares Alves.

Indígena do povo Terena, de uma aldeia fundada há 102 anos, na qual seu avô foi um dos patriarcas, Sandra Terena – ou “Alieté”, como é chamada na língua nativa, se tornou a primeira jornalista indígena do Brasil em 2003. Sandra Tornou-se uma das principais vozes brasileiras na construção de políticas públicas direcionadas à defesa de direitos de comunidades tradicionais.

Sua história é de superação. Sandra faz parte de uma minoria invisível que conseguiu cursar uma universidade, depois a pós-graduação e conseguir aplicar o conhecimento para implementar, na prática, a busca pela melhor qualidade de vida de seu povo. Um exemplo de meritocracia.

Ela conta que escolheu a profissão como meio de defesa da comunidade indígena. Presidente da ONG Aldeia Brasil há 13 anos, utilizou seu aprendizado para produzir, com recursos próprios, um documentário em algumas aldeias, como na região do Xingu e no Amazonas, denunciando a omissão do poder público sobre a prática tribal do infanticídio dentro de aldeias indígenas da região.

Membro da igreja evangélica ICP, de Curitiba, ligada à Rede Inspire, Sandra venceu outra barreira ao produzir o documentário “Quebrando o Silêncio”, fruto de mais de 80 horas de gravação e três anos de pesquisa de campo. O filme serviu como reflexão para que as lideranças tradicionais de diversas etnias passassem a orientar a comunidade para salvar a vida das crianças. O resultado deste trabalho rendeu a ele o Prêmio Internacional Jovem da Paz, em 2009.

Em 2013 recebeu mais dois prêmios por uma reportagem que trouxe visibilidade a uma causa dos pescadores, marisqueiras e catadores de caranguejo do litoral do Paraná que lutavam há mais de uma década para receber uma indenização causada por acidentes ambientais. Após a reportagem, mais de seis mil famílias conseguiram receber seu dinheiro e o Ministério Público, a partir da notícia, descobriu uma organização criminosa dentro do Fórum de Paranaguá, no litoral do estado. Os cartórios cíveis foram estatizados e o juiz da comarca foi preso.

Desde 2013, Sandra Terena atuava como diretora no setor de Mobilidade Urbana da prefeitura de Curitiba. Nesse período foi representante da pasta nas Conferências Municipais dos Direitos Humanos nas temáticas: Igualdade Racial e da Pessoa com Deficiência. A partir de agosto de 2017 passou a integrar o quadro da Fundação Cultural de Curitiba.

 

Fonte: Gospel Prime e Agora Paraná

6 Comentários em Bolsonaro nomeia primeira mulher indígena da história para o cargo de Secretária Nacional

  1. Infelizmente, Bolsonaro está sucumbindo ao “politicamente correto” Pode ser que esta senhora tenha méritos, mas duvido muitíssimo que seja mais capaz que a maioria das mulheres comuns. Colocou-a somente para satisfazer aos idiotas do mimimi. Nós não merecemos isso. Voto em Bolsonaro ha anos e tenho certeza que agora ao assumir a presidência esta se deixando influenciar por outros valores que não o dele e do povo que o elegeu.

    • Pelo menos não é uma ladra, como foram as escolhas de Luladrão DilmANTA e Temer Ratão do PT, e sim uma senhora pós-graduada que conhece a fundo o problema indígena.

    • Meu querido, ela é pós-graduada, entendende muito bem de discriminação racial, foi presidente de uma ONG ativíssima há mais de 13 ANOS, é reconhecida e premiadíssima internacionalmente, já teve cargo público como Diretora, foi representante em Conferência, integra quadro de uma fundação Meu querido, ela é pós-graduada, entendende muito bem de discriminação racial, foi presidente de uma ONG ativíssima há mais de 13 ANOS, é
      reconhecida e premiadíssima internacionalemente, já teve cargo público como Diretora, foi representante em Conferência, integra quadro de uma fundação
      importantíssima, o que vc quer mais?
      Parece que não leu a reportagem… faz pena, seu comentário!
      E dá até revolta, por essa inveja e crítica negativa para uma pessoa que é mais do que qualiificada para atender aos requisitos do cargo!
      Releia a reportagem… acho que vc não entendeu.
      Eu não entendi esse “duvido muitíssimo que seja mais capaz que a maioria das mulheres comuns”?
      Claro preconceito e subestimação racial!
      Vc sabe qts mulheres tem o currículo dela, principalmente para esse cargo, nesse país?
      E outra coisa, NUNCA que vc já votou no Messias! Deves ser mais um petista incubado.
      Está parecendo que vc é mais um idiota do mimimi…
      Apoiadíssimo em sua escolha, meu presidente!

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