Decano do STF diz que Brasil não pode ser ‘refém de qualquer categoria profissional’

Durante a paralisação de caminhoneiros, o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Celso de Mello, disse em entrevista ao Estadão/Broadcast que o Brasil não pode “tornar-se refém de qualquer categoria profissional”.

“Os danos ao interesse público que resultam desses atos de paralisação são extremamente graves e, portanto, não podem ser admitidos. Em síntese, é isso o que eu penso dessa séria situação em que se envolve o País”, afirmou o ministro à reportagem.

Na sessão do STF da última quinta-feira, um áudio de uma conversa de Celso de Mello com Gilmar Mendes foi vazado, eles reclamavam da greve dos caminhoneiros.

“Que crise, hein? Guiomar (mulher de Gilmar Mendes) está na rua agora, cara, diz que está impossível de…”, disse Gilmar Mendes ao colega.

Celso de Mello respondeu: “É um absurdo. Quer dizer, faz-nos reféns. Tudo bem que eles possam até ter razão aqui ou ali, mas isso é um absurdo. Minha filha está vindo de São Paulo para cá e diz que está tudo…”.

Nesta sexta-feira, 25, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que a paralisação é uma ameaça à segurança pública que deve ser repudiada e censurada pelo governo federal.

“Temos hoje uma efetiva ameaça à segurança pública e me parece que isso precisa ser claramente repudiado. Um protesto, em princípio, pode ser legítimo. Agora, a paralisação de rodovias, a interrupção, a ameaça à circulação de ir e vir das pessoas é obviamente ilegal e o governo tem que reprimir isso com toda a ênfase e usar também do aparato à disposição, a Procuradoria, a Justiça para que isso não ocorra”, disse o ministro.

Procurado pela reportagem do Estadão sobre as declarações, Celso disse que não ficou chateado com o “vazamento” da conversa privada. “Não, não, pelo contrário, aquilo que eu falei brevemente é isso que eu já lhe disse”, comentou.

“Ninguém pode, a pretexto de satisfazer ou de reivindicar pretensão, ainda que legítima, valer-se de meios que se mostram proibidos pela legislação da República”, frisou o decano.

Na avaliação de Celso de Mello, o interesse social da República está seriamente comprometido por ações que não encontram suporte na nossa legislação. “Isso é inadmissível. Nada impede que as reivindicações se façam por outros meios pelos canais institucionalizados do nosso sistema jurídico e político”, observou.

Com informações do Estado de S. Paulo

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3 Comentários em Decano do STF diz que Brasil não pode ser ‘refém de qualquer categoria profissional’

  1. Pois é, o povo mesmo tendo seus direitos constantemente vilipendiados esta sujeito a levar pancadas de todos os lados, agora, os donos do poder fazem o que bem querem e desfazem também sem que ninguém possa também acionar a policia e descer pancadas bem merecidas neles, nos últimos tempos, principalmente aos membros do STF.

  2. Nem preciso ler o restante do artigo. O governo tem o dever de rehaver o dinheiro roubado pelos politicos corruptos. Nao queremos repasses de aumento de gasolina, diesel aos nossos bolsos sabendo-se que a razao desse aumento foi causado pelos roubos. Chega! Basta! De o que e devido ao caminhoneiros e lute para rehaver tudo que foi roubado pelo Lula, Dilma e agora Temer.

  3. A grave não é só dos camioneiros, é de toda nação indignada e refem dos impostos cobrados e sem retorno a população. Uma reporte disse que esta faltando remédios isso e aquilo, esta faltando tudo a muito tempo na Saúde, Educação e Segurança Pública, o povo sim é que esta refem dos três poderes imperados nos seus desatinos.

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