Contrário a intervenção, Marco Aurélio Mello acha que há problemas mais sérios no Brasil do que a segurança da população

O Ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello tem “sérias dúvidas” quanto ao resultado da intervenção federal de cunho militar decretada por Temer para tentar solucionar os problemas de segurança do Rio de Janeiro.

“Será que o Exército realmente vai solucionar a problemática da corrupção na polícia repressiva, que é a militar?”, questiona Marco Aurélio, duvidando da eficiência do Exército.

Sobre a constitucionalidade do decreto disse que poderá até julgar isso em breve numa tentativa de reverter a intervenção: “Se é constitucional ou inconstitucional, não irei comentar. Talvez eu possa até julgar isso.”

A situação do Rio de Janeiro se tornou realmente crítica em termos de Segurança Pública. Mas há outros problemas seríssimos, como no Brasil inteiro. Saúde, educação, administração, mercado de trabalho, que tem uma oferta excessiva de mão de obra e escassez de emprego. O que precisamos conceber é que a intervenção é sempre uma medida extrema, e na maioria das vezes não é parcial, como foi. Agora vamos ver o resultado. Eu creio que é hora de fechar as fronteiras quanto à entrada de armas e tóxicos. Aí, sim, podemos ter a utilização das Forças Armadas e acionar, mais do que isso, a inteligência das forças repressivas, porque como está não se pode ficar. O Rio chegou a um estágio de insegurança que é desaconselhado no mundo inteiro. Isso é péssimo para o Brasil. Uma cidade vocacionada ao turismo, que é belíssima, mas que infelizmente deixa o turista sujeito à delinquência de toda ordem”, disse.

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