Carmen Lúcia dá a entender que solução pra violência é tratar bandidos como irmãos

A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, sugeriu algo surreal  para que a população lide com a violência urbana: enxergar o criminoso não como inimigo, mas como um irmão. Ela diz que o momento atual precisa se transformar num momento de fraternidade.

Segundo o portal G1, a ministra participou da campanha da CNBB, a “Campanha da Fraternidade”. O que ela disse foi o seguinte:

“Quando o outro é o inimigo e não o parceiro, um aliado, a desconfiança pode marcar o pensamento e isso reverberar num sentimento que pode tomar conta de forma perigosa numa sociedade com marcos civilizatórios de pacificação. Essa pacificação que o Poder Judiciário procura permanentemente, que o juiz brasileiro busca exatamente resolver de forma racional, aplicando o direito na solução de conflitos, mas que precisa se transformar num momento de fraternidade.”

Talvez o problema seja justamente este, só que a culpa de tal relação ser conturbada não é do cidadão. O cidadão está certo em ver o bandido como inimigo. Quem deveria ter o outro como irmão e ai então não assaltá-lo ou estuprá-lo é o criminoso.

O cardeal da CNBB, Sérgio da Rocha, gostou muito da abordagem e aproveitou para defender o desarmamento e a “justiça social”.

“É um grande equívoco achar que superamos a violência recorrendo a mais violência. Por isso insistimos que a atitude deve ser de não violência. Então não podemos favorecer comércio de armas, facilidade para pessoas terem armas. Nós queremos responder ao problema da violência com a justiça social, com fraternidade nos seus diversos níveis”, afirmou.

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